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Diversidade é opcional?

Empresas mais diversas funcionam melhor. Empresas precisam entender a diversidade consciente como um pré-requisito para sua sobrevivência.

Rodrigo Goldacker
Diversidade é opcional?

Empresas precisam entender quais são os produtos que seu público deseja. Precisam também ter uma perspectiva ampla e o mais livre de vieses possível em seu processo de tomada de decisões. Precisam engajar e criar identificação com seus públicos. E precisam de times felizes de estar onde estão para incentivar a criatividade e a eficiẽncia. E sabe o que contribui para resolver todos esses desafios? Investir em diversidade.

Assumir uma postura consciente ao lidar com diversidade é sobre transformar o mundo e construir sociedades mais justas; mas, ao mesmo tempo, também é sobre criar empresas mais preparadas e com chances melhores de sobreviver em um mercado competitivo.

Contribuindo para a criatividade e para a tomada de decisões

Mesmo sem fazer nada para isso, toda empresa tem diversidade já de partida. É isso que explica Daniele Melafonte, fundadora da empresa Diversidade Importa, especializada em estratégias de gestão, na live “Diversidade é opcional?” realizada no Instagram da PYXYS. 

Mas o que muda é como essa diversidade é trabalhada.

Uma coisa, por exemplo, é uma empresa em que esta diversidade é ignorada ou propositalmente suprimida. Nestes ambientes, quem é diferente vai se omitir, ou criar uma versão artificial sua – e essas posturas prejudicam o ambiente de trabalho, a possibilidade de conversas honestas, a tomada de decisões e basicamente todos os aspectos da empresa, interna ou externamente.

Outra coisa é assumir uma postura de responsabilidade social, em que existe intencionalidade na diversidade: ambientes assim promovem conversas abertas, incentivam que as pessoas sejam como são e criam uma cultura que, além de mais saudável para todos os envolvidos, traz mais resultados de longo prazo.

Deixe seus clientes escolherem

A Pabllo Vittar entra em uma loja querendo comprar seu par de Havaianas. O problema: a loja não tem o número que ela calça na cor que ela quer. No caso, um par de Havaianas da cor rosa, num tamanho acima do 40. Afinal, a cor rosa é entendida como algo sem demanda nesses tamanhos maiores por uma série de vieses: antes, aquele que diz que só mulheres gostariam dessa cor; depois, aquele que diz que mulheres necessariamente precisam calçar algo menor.

Por causa da repercussão do caso, a Havaianas decidiu lançar uma edição especial na cor rosa em tamanhos maiores. O que poderia ser só uma ação pontual serviu, na verdade, para identificar uma demanda até então não atendida: não só a linha continuou além da “edição especial”, como outros modelos foram lançados e agora fazem parte da produção recorrente da empresa.

Esse foi um dos exemplos que Daniele trouxe na live para demonstrar como diversidade pode impactar todos os processos de uma empresa, inclusive na sua relação com clientes. Nesse caso, os vieses levaram a Havaianas a desconsiderar a produção de números maiores de calçados para determinadas cores – e esses vieses prejudicavam uma demanda que existia, mas que até então só não tinha sido identificada.

A Havaianas, nesse caso, tomava decisões precipitadamente para seus clientes: esta sobre quem “deve” ou não calçar Havaianas de uma determinada cor, de acordo com o tamanho de seu pé. Em situações de diversidade, essas escolhas prévias são consideradas com mais consciência e é dada para as pessoas a oportunidade de escolher por elas mesmas o que desejam comprar ou não.

Empresas que não escutam seu público estão mais propensas a ignorar essas demandas e tomar decisões que na verdade deveriam ficar na mão das pessoas que estão consumindo. Quanto mais diverso é um time e mais aberta é a comunicação de uma marca, maior a chance de que oportunidades novas para atender a novas demandas apareçam.

Ouvir, representar pessoas com diversidade e atender demandas diversas, por sua vez, contribui para que empresas ganhem mais posicionamento e reconhecimento de marca. E Daniele é enfática ao dizer: “empresas perdem dinheiro ao não ouvir”. 

Desenvolver a sociedade e as comunidades com quem interage – estas são consequências de investir em equipes e públicos diversos que não só fazem bem para o mundo, como também aumentam o faturamento. Quando se investe em diversidade, todo mundo sai ganhando.

Para saber mais sobre diversidade

Para aprofundar mais a discussão, recomendamos a live “Diversidade é opcional?” disponível no Instagram da PYXYS, com nossa head de Gente e Cultura, Roseane Santos, com a convidada Daniele Malafonte, da startup Diversidade Importa. É uma ótima oportunidade de entender melhor a importância de diversidade nas empresas – tanto para um mundo mais justo, quanto para empresas mais eficientes e times mais saudáveis e engajados.