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5 tendências de marketing e consumo para ficar de olho em 2022

2022 chegou e com ele vieram as tendências no universo de Marketing e Consumo; separamos as principais delas, segundo Deloitte Insights e GWI.

Willian Alves
5 tendências de marketing e consumo para ficar de olho em 2022

Com um novo ano vindo por aí, é a hora de parar e refletir sobre o que está em transformação no mundo — no que devemos prestar mais atenção daqui para frente, no que se diz a respeito ao universo digital?

Quais são os caminhos mais prováveis para nosso comportamento, nossa tecnologia, nossa maneira de entender e experimentar a vida? Como vão funcionar o trabalho, a moda, nosso uso da Internet?

Por enquanto, todas essas são perguntas mais ou menos sem resposta: só o tempo dirá. Mas sempre é possível dar um “chute educado”, principalmente quando o fazemos baseados em muita pesquisa e na opinião de quem entende. 

É por isso que separamos algumas tendências de marketing e consumo para 2022, inspirados pelos dados contidos na pesquisa 2022 Global Marketing Trends, do Deloitte Insights, e no relatório Connecting the dots – The consumer trends to know for 2022 da GWI. 

Com essa ajuda, queremos olhar para frente e pensar juntos: e agora?

Tendências de marketing e consumo para ficar de olho

1. Sem tempo, irmão: a atenção é um recurso finito (e valioso)

Segundo a GWI, depois de tanto tempo imersos no mundo digital por conta do isolamento social, criamos uma nova maneira de nos relacionar com o nosso tempo. 

Com todos os infinitos conteúdos online que fazem parte de nosso ecossistema de atenção, nossa capacidade de reter atenção foi reduzida.

O tempo, que sempre foi um recurso finito, foi se tornando ainda mais escasso em uma realidade marcada pelas dificuldades do trabalho remoto: como conciliar a vida doméstica e afetiva, além do lazer e dos cuidados de saúde, com uma rotina profissional produtiva? 

Esse dilema vem sendo resolvido com um foco cada vez maior numa curadoria bem resolvida do que realmente importa consumir, aquele tipo de conteúdo em que o tempo é melhor investido.

Essa tomada de consciência a respeito do valor do nosso tempo é uma mudança difícil de notar no dia a dia, mas que trará grandes transformações a longo prazo, revolucionando a dinâmica e a estrutura do consumo de conteúdo (principalmente digital) durante 2022. 

A GWI chega a colocar em termos de uma possível “recessão da economia de atenção” — e apesar desta possível crise ter impactos e desafios a curto e médio prazo, a promessa a longo prazo é positiva — nossa saúde mental e nosso tempo livre agradecem. 

2. Foco em propósito — para pessoas e empresas

Tanto para pessoas quanto para empresas, uma palavra parece ressoar mais forte do que qualquer outra quando pensamos em 2022: propósito.

Segundo a pesquisa da GWI, nossa maneira de entender nosso propósito foi transformada pelos acontecimentos dos dois últimos anos. 

Em um momento com tantas dificuldades e restrições, numa situação em que só restou o mínimo necessário, fomos capazes de analisar de novo o que de fato é importante em nossas vidas.

Agora, as distrações parecem menos importantes e é mais improvável que sacrifiquemos uma vida com propósito por qualquer outro luxo. Entendemos melhor do que nunca como nossa vida é finita e como temos que buscar agora os sonhos, a vida e o mundo em que desejamos viver.

Segundo o Deloitte Insights, inclusive, essa busca por propósito não está limitada a pessoas: empresas também vão precisar se focar ainda mais na busca por propósito para justificarem sua própria existência em um mundo em que serão questionadas mais frequentemente sobre o que estão de fato construindo de positivo. 

Nesse sentido, o propósito se torna um fundamento que vai servir de pontapé para muitos negócios que vão remodelar todos os seus processos: uma estratégia com propósito é necessariamente holística, já que afeta todas as atividades e as direciona para aquele único fim. 

Daqui para frente, não adianta mais só pensar em crescimento superficial e vazio. Esse crescimento precisa ter um argumento, uma razão de ser, para ser um crescimento sustentável.

Leia também: Selo LGPD Report: o que é e qual sua importância?

3. Bem-estar físico e mental: mais do que nunca, uma prioridade

Se estamos pensando mais em como usar nosso tempo com sabedoria e em como viver uma vida cheia de propósito, estamos também (finalmente) reavaliando o papel do bem-estar e da saúde em nossas rotinas. 

Segundo a GWI, entraremos em 2022 mais propensos a valorizar e priorizar a saúde e o bem-estar -— fica cada vez mais difícil, por exemplo, justificar o sacrifício da saúde por algum ganho material ou profissional.

Essa saúde que buscamos não é só física: o isolamento social fez com que muitos de nós entendêssemos melhor o que é verdadeiramente a saúde mental — e qual é a importância dela para viver bem. 

Se antes o estresse e a ansiedade eram naturalizados como partes “normais” da vida, estamos começando a desconstruir esses vieses. Na mesma pegada, seguem em alta a busca por acompanhamento psicológico e soluções que contribuam para uma mente saudável.

Entraremos em 2022 com saúde como uma nova prioridade. E essa mudança de valores também vai reformular muito do mercado e dos comportamentos das empresas, podendo ser explorado pelo marketing de forma geral.

4. A busca por um perfil mais analítico de profissional

Em um mundo com tantas informações complexas sendo constantemente geradas por algoritmos, às vezes falta o mais fundamental: um ser humano capaz de olhar para todos esses dados, compreendê-los e construir alguma ideia que faça sentido em cima deles.

É por isso que em 2022 continuaremos a ver uma tendência de valorização por perfis mais analíticos no mercado de trabalho, segundo o Deloitte Insights. 

Se todas as áreas de conhecimento e atuação estão integradas agora a sistemas de inteligência que podem melhorá-las com dados, o que falta muitas vezes é um elemento humano, pessoas capazes de entender as especificidades daquela área de atuação e saber como aplicar análises de dados para aprimorar sua operação.

Esse “perfil híbrido”, capaz de analisar dados e interpretá-los em contextos específicos, será cada vez mais valorizado não só nas áreas mais óbvias onde pode parecer necessário, como nos cargos de tecnologia. 

Na verdade, ser analítico se tornará cada vez mais fundamental para navegar em qualquer lugar do mundo profissional: afinal, todas as profissões precisarão interagir com dados com uma frequência cada vez maior.

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5. Adeus, biscoitos: uma Internet com mais privacidade

Em 2022, seguiremos observando como uma das tendências de marketing e consumo, que inclusive já está se consolidando nos últimos anos: a de maior valorização pela privacidade e pelo uso responsável de dados de usuários na Internet.

Segundo o Deloitte Insights, uma das principais afetadas por esse movimento daqui para frente será a prática de usar rastreadores em sites e aplicativos (os famosos “cookies”) que até então ajudavam a construir campanhas de marketing, construir perfis de interesse e compreender a demografia de um determinado público.

Num mundo em que esse tipo de prática cairá em desuso, novas práticas terão que nascer para lidar com as necessidades de publicidade e para ajudar empresas a captar dados de usuários de uma maneira mais transparente e correta.

Mais uma vez, embora esse movimento com certeza seja desafiador no curto e médio prazo para quem trabalha com tecnologia e comunicação, a promessa de benefício a longo prazo é bastante promissora: uma Internet com mais privacidade para seus usuários vai beneficiar todo mundo.

E aí, gostou das tendências de marketing e consumo que separamos?

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