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Metaverso: tudo que você precisa saber e ninguém te contou

O metaverso pode parecer algo muito novo e um pouco complicado de entender. Mas calma: a gente te ajuda explicando o que mais importa saber.

Rodrigo Goldacker
Metaverso: tudo que você precisa saber e ninguém te contou

Você certamente ouviu falar bastante sobre o metaverso nos últimos meses, mas a quantidade de informação talvez não tenha sido suficiente para fazer a ideia começar a ter algum sentido.

Não só o metaverso como ideia é algo bastante novo, no sentido da experiência que promete entregar de uma Internet completamente nova, como também as opiniões a respeito dessa promessa estão muito longe de ser um consenso.

Para começar, existe a questão principal: isso vai dar certo?

Investidores e grandes empresas parecem apostar que sim, como vemos nos múltiplos anúncios de iniciativas que serão desenvolvidas no metaverso. Para dar dois exemplos: a gigante japonesa dos videogames Bandai anunciando um investimento de 130 milhões para levar suas franquias ao metaverso; e a banda Foo Fighters anunciando um show no metaverso logo na sequência do Super Bowl.

Por outro lado, grandes figuras da indústria, especialistas em tecnologia e veículos tradicionais são mais céticos e críticos ao metaverso como um todo. Recentemente, o CEO da Evernote criticou abertamente iniciativas como a do metaverso emplacado pela Meta, dona do Facebook e Instagram, ao comentar que “o metaverso é uma ideia velha que nunca funcionou”. O The Guardian, por sua vez, disse em seu último editorial que “o metaverso continua mais próximo da ficção científica do que da realidade”.

Não só existe debate sobre o metaverso funcionar ou não, como existem também diferentes ideias do que um metaverso deveria ser. Enquanto a proposta da empresa de Zuckerberg parece mais alinhada à noção do metaverso como um ambiente corporativo, para encontros profissionais e vínculos sociais, a Microsoft, sua principal rival no segmento, parte de uma visão bastante oposta: a do metaverso como principalmente um ambiente de diversão e de videogames, aposta que baseou seu investimento recente na compra da empresa de jogos Activision Blizzard por mais de 70 bilhões de dólares.

Vai dar certo, ou não vai dar? Para jogos ou para trabalho? E o que exatamente o metaverso vai nos trazer? Embora todas essas perguntas sigam em aberto (só o futuro dirá), hoje vamos tentar organizar um pouco as ideias para deixar o assunto como um todo menos confuso, respondendo tudo que você precisa saber sobre o metaverso e ninguém te contou.

Afinal, como essa nova tecnologia pode mudar nossas vidas?

1. Um metaverso corporativo

Através de um post no blog do Workplace, sua solução de trabalho remoto, a Meta apresentou algumas ideias para justificar o investimento e a adesão de empresas ao seu metaverso.

Um dos principais argumentos é de que um metaverso poderia, numa só vez, reunir os benefícios do trabalho presencial e do trabalho remoto: a criação de ambientes virtuais, com linguagem corporal e senso de comunidade e partição de um espaço compartilhado, mas de qualquer lugar do mundo.

O metaverso serviria, então, como um meio-termo para que possamos manter o trabalho remoto, mas com a possibilidade de uma interação mais próxima e humana: com a interação com objetos, a convivência em espaços comuns e a sensação de contatos mais completos. No metaverso, não dá para “desligar a câmera” – mais do que numa reunião online tradicional, seríamos capazes de nos ver e entender como pessoas, passando momentos juntos.

Outro benefício é a possibilidade de moldar um espaço virtual para se adequar às suas necessidades de trabalho, com opções que são simplesmente infinitas. Parece difícil entender? Então imagine algo assim: para trabalhar com tranquilidade na sua casa, você precisa separar algum cantinho. Arrumar sua mesa, deixar os papéis mais importantes e canetas por perto. Você também pode colocar música para tocar, se isso ajudar sua produtividade. Nesse caso, você está construindo um ambiente que ajude seu trabalho a fluir melhor: organizado, com as ferramentas que você precise por perto e com alguns elementos que ajudam você a se manter focado.

No caso do metaverso, as possibilidades de construção de ambientes para ajudar seu trabalho são muito maiores do que arrumar uma mesa. Se você precisa de uma sala para se manter 100% focado e sem nenhuma distração, o metaverso pode ajudá-lo a fazer isso. Se você precisa de um ambiente para aprender alguma nova skill, o metaverso também pode ajudar. Se por acaso você achar que vai trabalhar melhor com uma belíssima paisagem ao fundo, dá para fazer isso no metaverso a qualquer momento, sem precisar viajar.

Além disso, as possibilidades infinitas de estar em qualquer lugar que o metaverso entrega servem como caminho para democratizar o acesso das pessoas aos ambientes que de fato importam. Enquanto no mundo físico uma “hierarquia dos espaços” acontece pela questão da escassez (nem todos conseguem morar num bairro de fácil acesso, ou em uma grande cidade; ou mesmo em um prédio, nem todos da empresa poderiam se reunir numa mesma sala de reunião), o metaverso permite uma experiência corporativa mais horizontalizada, em que não importa se você é o CEO, ou se é um estagiário, todos podem estar juntos e interagir em ambientes abertos e vivos.

Essas são só algumas das promessas da Meta para convencer as empresas e seus colaboradores de que o metaverso pode ser uma próxima etapa da experiência de trabalho. Mas o metaverso não é só sobre trabalho: ele pode ser sobre tudo.

2. Construindo novos mundos

Se você está acompanhando as notícias sobre o metaverso, já deve ter percebido quantas diferentes áreas estão envolvidas na iniciativa de construir essa tecnologia. Um metaverso não é algo simples de se desenvolver e não vai se construir apenas com grupos de uma área: na verdade, existe demanda para todo tipo de profissional, já que dá muito trabalho construir um novo universo do zero.

Muitos programadores e designers farão parte dessa iniciativa, mas esse é só o começo. Exemplos do que estamos querendo dizer: os prédios e salas de um metaverso não se constroem sozinhos, demandam arquitetos. E os terrenos digitais em que esses arquitetos vão construir são parte de um mercado totalmente novo de corretores imobiliários para o metaverso.

E todos os serviços reais que forem possíveis de se transportar para o metaverso dependerão de profissionais de suas áreas capazes de ajudar nessa transição: advogados, gestores, vendedores, comunicadores, todos esses terão algo a fazer para tornar os metaversos reais.

Músicos serão capazes de criar experiências imersivas no metaverso, artistas poderão atingir públicos que nunca atingiram antes e criar com mais liberdade do que nunca,  e economistas e investidores terão trabalho para lidar com a interação entre as criptomoedas e o metaverso (como no exemplo da criptomoeda Shiba Inu, que está lançando seu metaverso próprio).

A promessa do metaverso também é a promessa de muitos novos empregos e de iniciativas empolgantes de trabalhos novos e nunca antes pensados. As possibilidades do que criar e do que fazer nesses novos ambientes é, teoricamente, infinita.

3. Uma nova Internet?

Uma das promessas mais ambiciosas do metaverso é a de, em certa medida, substituir a Internet como temos hoje.

E, por mais estranho que pareça, isso pode em certa medida acontecer, se o metaverso permitir uma interconectividade entre serviços de diferentes fontes em uma única plataforma, construindo ambientes compartilhados que sirvam como uma Internet interativa em espaços digitais.

Nesse caso, acessar o metaverso seria muito mais descentralizado e com muito mais liberdade criativa, como se o espaço fosse um “sistema operacional”, ou um “navegador” em que é possível acessar diversos sites e aplicativos de diferentes fontes. Nesse sentido, um metaverso poderia de fato funcionar como uma evolução da Internet, mais imersiva, próxima e ilimitada.

Talvez o uso deste metaverso não fosse o ideal em todos os contextos – por exemplo, ao andarmos na rua ainda seria mais prático acessarmos a Internet e nossos aplicativos a partir do celular, de uma forma menos imersiva, mas existem outros caminhos que talvez fossem beneficiados por esse novo caminho: navegar pelo catálogo de filmes de um serviço de stream, por exemplo, ou assistir a um seriado inclusive, poderiam ser experiências completamente diferentes.

4. Grandes oportunidades e grandes desafios

O metaverso pode ser tudo isso. Mas, por enquanto, o que ele é?

No geral, por enquanto o metaverso é um produto em desenvolvimento, lidando com os desafios iniciais de tornar concreto todo esse potencial. O metaverso da Meta, por exemplo, está engatinhando a partir de iniciativas como o Horizon Worlds, projeto de universo compartilhado online lançado em dezembro.

Mesmo em sua fase inicial, este projeto já esteve envolvido em suas próprias controvérsias: uma delas diz respeito a uma usuária que, ainda no período de testes durante novembro de 2021, relatou ter sido assediada por outro usuário em um destes ambientes abertos digitais. A discussão a respeito desse tipo de risco levou a Meta a anunciar e implementar recentemente um “bloqueio de proximidade”, para que avatares não possam invadir o espaço pessoal uns dos outros.

Esse problema, por enquanto tão isolado, demonstra já de partida algo que provavelmente seguirá como desafio de todas as iniciativas de metaverso a longo prazo: como encontrar um meio-termo entre a imersão e o respeito ao espaço pessoal nestes ambientes abertos e descentralizados? Como construir proximidade sem ser invasivo?  E como moderar o metaverso para impedir que a sensação de impunidade prejudique estes novos ambientes?

Todos os questionamentos que temos sobre a Internet tradicional também vão passar para esse novo ambiente, inclusive: como lidar com a privacidade? Como criar uma curadoria que não seja limitante a partir da lógica dos algoritmos? E como esses ambientes imersivos vão nos ajudar a lidar com o mundo real?

Além disso, o metaverso também carrega todas as questões sobre seu potencial: quanto disso vai evoluir de verdade? O quanto as pessoas, por sua vez, estarão verdadeiramente dispostas a ingressar nestes novos ambientes? O metaverso será mais um lugar de trabalho e vínculos sociais, como aposta a Meta, ou mais um lugar de pura e simples diversão e games, como aposta a Microsoft? Ou, ainda, será talvez uma mistura dessas duas coisas? Ou algo diferente que não estamos entendendo ainda?

Por enquanto, é difícil dizer. O que já parece fato dado, porém, é que o metaverso será alguma coisa, no sentido em que o mundo não será exatamente como era antes dele e que pelo menos algumas funcionalidades serão integradas e vão prosperar nesses “novos mundos”. Quais serão essas funcionalidades exatamente, porém, ainda é um pouco cedo para dizer com certeza.

Mas talvez o nosso próximo encontro de trabalho ou a festinha da empresa de 2024 aconteçam de algum jeito, exclusivamente ou não, pelo metaverso.

5. Marcas mais próximas do que nunca

As oportunidades do metaverso também são promissoras para o mundo das marcas. A comunicação com o público pode ser revolucionada nesses universos digitais, com alternativas inovadoras que construam uma verdadeira imersão no universo de marcas.

Para começar, é claro, temos todas as oportunidades de inserção de marcas: de anunciar no Fortnite a ter um outdoor digital com sua marca em alguma área muito movimentada do metaverso, veremos cada vez mais chances de explorar essa publicidade virtual dos espaços digitais, reunindo muitos dos benefícios da publicidade offline (a oportunidade de explorar criativamente o espaço, de dar brindes, desenvolver objetos, investir na interação) e online (com a possibilidade de acompanhar métricas detalhadamente, sabendo o ROI, o engajamento, o impacto de uma campanha).

Mas existem também outras ideias muito mais “fora da casinha” que o metaverso vai permitir explorar. Desde contratar um influencer que pode falar cara a cara com seu público sobre seus produtos, a construir um prédio digital inteirinho da sua marca, até a criação de brand personas que personifiquem sua marca e que possam interagir com seu público no metaverso.

Imagine só: um usuário acessa o metaverso e é recepcionado por um influencer que conhece, que aperta sua mão e conta as últimas novidades sobre sua marca. Depois, ele é direcionado para uma construção enorme toda tematizada com sua marca, onde conversa com sua brand persona sobre tudo que pode fazer com seus produtos. O metaverso pode ser a última palavra em experiência imersiva de uma marca!

Aliás, já pensou em criar sua própria Brand Persona para começar a construir uma experiência mais próxima e imersiva com seu público e já se preparar para o metaverso? A gente pode te ajudar.
Converse com a gente para saber mais sobre como construir sua Brand Persona na PYXYS! Ou siga a Mariah, na brand persona no Insta que fala mais sobre o assunto 🙂

E aí, ficou interessado?

Quer acompanhar as próximas tendências do futuro, saber os próximos passos do metaverso e descobrir mais sobre tecnologia, marketing e inovação? Então leia mais no blog da PYXYS!